Denilson diz que Neymar precisa de regularidade para voltar à Seleção na Copa de 2026

Denilson diz que Neymar precisa de regularidade para voltar à Seleção na Copa de 2026 nov, 16 2025

Quem pensava que o debate sobre o futuro de Neymar na Seleção Brasileira havia acabado se enganou. Em um evento beneficente em solo brasileiro, o ex-jogador e campeão mundial de 2002, Denilson de Oliveira Araújo, deixou claro: sem regularidade, não há lugar para o atacante na Copa do Mundo de 2026. A declaração veio durante a Galáticos 2025, leilão organizado por Ronaldo Fenômeno, onde Denilson, hoje comentarista da Rede Globo, foi direto: "Ele precisa primeiro começar a jogar futebol com regularidade. Precisa ter sequência de jogos, mostrar que está bem fisicamente, clinicamente." A frase soa simples, mas carrega o peso de uma realidade que o futebol brasileiro tenta ignorar há meses. Neymar não atua pela Seleção Brasileira desde outubro de 2023, quando sofreu uma lesão grave no joelho esquerdo — rompimento do ligamento cruzado anterior e menisco — contra o Uruguai. Desde então, o jogador de 32 anos passou por cirurgia, reabilitação e, finalmente, um retorno tímido ao campo. Sua volta aconteceu em 1º de novembro de 2024, no Vila Belmiro, contra o Fortaleza. Empate por 1 a 1. Nada que mudasse o rumo da temporada caótica do Clube de Regatas do Santos.

Um retorno que não convenceu

O que deveria ser um sinal de recuperação virou um espetáculo de frustração. Na rodada seguinte, contra o Flamengo, no Maracanã, Neymar foi substituído aos 40 minutos do segundo tempo, com o Santos perdendo por 3 a 0. O que aconteceu depois? O time, sem ele, fez dois gols em cinco minutos. A ironia foi cruel: sua saída, não sua entrada, acendeu a esperança. A reação do jogador — visivelmente irritado — gerou críticas. Não era só o placar. Era a percepção de que ele não estava mais no ritmo, nem na intensidade exigida por quem comanda a seleção.

A política de Ancelotti e o recado claro

O técnico Carlo Ancelotti, ex-treinador do Real Madrid e da AC Milan, assumiu a Seleção Brasileira com uma regra rígida: só convoca quem joga com intensidade. Denilson não deixou dúvida: "Na última convocação, o Ancelotti falou que não vai levar nenhum jogador que não esteja com intensidade. E eu acho que esse recado foi para o Neymar." E não é só ele. A própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já anunciou os convocados para os amistosos contra o Senegal (15/11) e a Tunísia (18/11). Neymar não está na lista. Nenhum sinal de volta. Por que isso importa?

Por que isso importa?

Porque a Copa do Mundo de 2026 pode ser a última chance de Neymar conquistar o título que lhe escapa desde 2014. Ele é o segundo maior artilheiro da história da seleção — 79 gols em 128 jogos — atrás apenas de Pelé. Mas a idade aperta. A lesão pesa. E o futebol moderno não perdoa quem não está no ritmo. Denilson, que jogou 63 partidas pela seleção e marcou seis gols na campanha de 2002, sabe disso melhor do que ninguém. "Se o Neymar alcançar esse nível de intensidade, esse nível físico, não cabe discussão se ele vai ou não. Essa discussão só existe porque ele não está tendo regularidade."

Quem é Denilson, e por que sua voz pesa?

Nascido em Diadema, São Paulo, em 1977, Denilson foi uma das joias da geração que venceu o Mundial no Japão e Coreia do Sul. Seu estilo técnico, sua visão de jogo e sua humildade o tornaram ídolo. Hoje, ele não é apenas um comentarista. É uma voz que representa a tradição do futebol brasileiro — e não tem medo de dizer o que muitos pensam, mas não falam. Sua crítica não é de ódio. É de respeito. Ele sabe o que Neymar já fez. Mas também sabe que o futebol não é um museu. É um esporte de hoje. O que vem a seguir?

O que vem a seguir?

Nos próximos meses, o foco será o Campeonato Brasileiro. Se Neymar conseguir uma sequência de cinco ou seis jogos seguidos, com desempenho sólido e sem lesões, a pressão sobre Ancelotti pode aumentar. Mas até lá, o jogador precisa provar que não é só um nome. Precisa provar que ainda é um jogador. E isso, infelizmente, não se resolve com vídeos de treino ou declarações emotivas. Se resolve no campo. Com suor. Com intensidade. Com resultado.

Frequently Asked Questions

Por que Denilson diz que Neymar precisa de regularidade para voltar à Seleção?

Denilson, ex-jogador da Seleção e comentarista da Globo, afirma que a política de Carlo Ancelotti exige intensidade constante nos clubes. Sem jogar com frequência e sem demonstrar condição física, Neymar não cumpre o critério técnico exigido. A discussão só existe porque ele está longe de jogar regularmente desde sua lesão em outubro de 2023.

Neymar está fora da convocação para os amistosos de novembro de 2024?

Sim. A CBF já divulgou os nomes para os jogos contra Senegal (15/11) e Tunísia (18/11), e Neymar não está na lista. Isso reforça a posição de Ancelotti: só convoca quem está em ritmo de jogo. O retorno de Neymar ao Santos em 1º de novembro foi apenas o primeiro passo — ainda insuficiente para uma convocação.

Qual é o impacto da lesão de Neymar na carreira da Seleção?

A lesão no joelho esquerdo em 2023 foi um golpe duro, pois cortou seu ritmo competitivo em plena fase de maturidade. Com 32 anos, o tempo aperta. Se não retornar com consistência até meados de 2025, a chance de disputar a Copa de 2026 se torna remota. Ele é o segundo maior artilheiro da história da seleção, mas a idade e a frequência de lesões são fatores decisivos.

O que Ancelotti exige dos jogadores para serem convocados?

Ancelotti prioriza jogadores que atuam com intensidade, consistência e frequência em seus clubes. Ele já disse publicamente que não convoca quem não está em ritmo de jogo. Isso exclui jogadores lesionados, desfocados ou que alternam entre boa e ruim performance. O modelo é baseado em desempenho real, não em reputação.

Neymar ainda tem chance de jogar a Copa de 2026?

Ainda tem, mas a janela está se fechando. Ele precisa jogar pelo menos 10 partidas seguidas pelo Santos com bom desempenho, sem lesões, e com impacto real no campeonato. Se o Santos escapar do rebaixamento e ele for decisivo, a pressão por sua convocação crescerá. Mas até lá, a bola está com ele — e não com os técnicos.

Por que o retorno de Neymar ao Santos é tão importante para a Seleção?

Porque a Seleção não convoca jogadores de clubes que estão em crise sem que eles mostrem liderança e desempenho. Se Neymar ajudar o Santos a evitar o rebaixamento, isso será um sinal de que ele ainda tem fôlego e caráter. Mas se o time cair e ele continuar inativo ou inconsistente, o chamado à Seleção será visto como um favor, não como um merecimento.

15 Comentários

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    isaela matos

    novembro 18, 2025 AT 08:10

    Neymar tá no Santos e o time tá no lixo, então tá na hora de parar de fingir que ele ainda é o mesmo. Se ele fosse de verdade, já teria levado o clube pra cima e não tava aí, fazendo cara de quem perdeu o jogo antes de começar.

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    Carla Kaluca

    novembro 19, 2025 AT 22:45

    qnd vc vê o neymar jogando agora parece q ele ta com medo de se machucar de novo... mas aí tu lembra q ele ta com 32 e nao 22... e o futebol hoje e outro, e ele nao adaptou. e o denilson ta certo, se ele nao joga 10 jogos seguidos sem se lesionar, n tem oq discutir.

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    Mailin Evangelista

    novembro 20, 2025 AT 14:21

    Se ele voltar, vai ser só por pressão da mídia e do torcedor. Mas a Seleção não é um hospital psiquiátrico pra salvar ídolos caídos.

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    Luana Karen

    novembro 22, 2025 AT 04:05

    Entendo o ponto do Denilson, mas a gente não pode esquecer que o Neymar já deu tudo por essa camisa. Ele carregou o time nas costas em 2019, jogou com fratura, voltou depois de cirurgia e ainda enfrentou o ódio da torcida. Se ele não está no ritmo agora, não é por preguiça. É porque o corpo dele já não responde como antes. E talvez a gente precise parar de exigir o mesmo de alguém que já deu mais do que qualquer um.


    Não é sobre ser ídolo. É sobre ser humano. A gente celebra os gols, mas esquece que atrás de cada chute tem um cara que sofreu, chorou, se recupera e ainda assim levanta. Se ele não voltar, que seja com respeito. Não com cobrança de quem nunca entrou em campo.

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    Luiz Felipe Alves

    novembro 22, 2025 AT 16:43

    Denilson tá falando a verdade que todo mundo esconde: o futebol moderno não é mais sobre nome, é sobre mérito. Neymar é um fenômeno, mas fenômenos não são imunes à física. A lesão do LCA não é só um susto, é um recomeço. E recomeçar com 32 anos, no Brasil, onde a expectativa é de que você seja Deus aos 25, é como tentar correr com um pé de chumbo. Ele precisa de mais que tempo. Precisa de um novo corpo, um novo mindset, e um clube que o proteja. O Santos não é esse lugar. E o Ancelotti não é o tipo de técnico que aceita sentimentalismo.

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    Ana Carolina Campos Teixeira

    novembro 24, 2025 AT 15:10

    É lamentável como a sociedade brasileira ainda confunde nostalgia com merecimento. Neymar não é um símbolo da seleção, é um jogador. E jogadores são avaliados por desempenho, não por histórico. A convocação não é um prêmio de consolação.

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    Gabriel Matelo

    novembro 24, 2025 AT 16:44

    É importante lembrar que a seleção brasileira não é um clube de fãs. É uma equipe de alto rendimento, com padrões internacionais. Ancelotti não está sendo cruel - está sendo profissional. O que o futebol europeu já entendeu há anos: a carreira de um atleta é finita, e a transição precisa ser gerida com realismo. Neymar ainda pode ser útil, mas não como o centro do sistema. Talvez como um substituto tático, em situações específicas. Mas só se ele demonstrar que pode jogar 90 minutos sem ser um risco.


    É triste, mas é a realidade do esporte de elite. A glória não garante permanência. O desempenho é a única moeda válida.

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    Vanessa Aryitey

    novembro 24, 2025 AT 19:38

    Todo mundo quer o Neymar de volta, mas ninguém quer ver ele jogar. Se ele voltar e não for decisivo, vão dizer que tá velho. Se ele for decisivo, vão dizer que foi sorte. Se ele se lesionar de novo, vão dizer que era pra ter aposentado. Aí a gente esquece que ele é um ser humano, não um produto de marketing. A gente quer um herói, mas não quer pagar o preço de ter um. E isso é mais triste do que qualquer lesão.

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    Thiago Silva

    novembro 26, 2025 AT 05:13

    Denilson tá certo, mas a gente tá vivendo uma mentira coletiva. A Seleção precisa do Neymar porque o Brasil precisa acreditar que ainda tem um gênio. Mas o futebol não é mais sobre gênios. É sobre sistema, pressão, e quem tá na hora certa no lugar certo. E ele não tá. E o pior? A gente sabe. Só não quer aceitar. Porque se ele não volta, a gente perde a desculpa de que o Brasil ainda é o melhor. E isso dói mais do que qualquer derrota.

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    Stephane Paula Sousa

    novembro 26, 2025 AT 10:21

    se o neymar não joga regularmente ele não merece ser convocado mas e se ele jogar e o time perder igualmente? aí ele é o culpado de novo? a seleção ta cheia de jogadores que não jogam direito mas são convocados por que são da moda ou da mídia. é hipocrisia pura

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    Edilaine Diniz

    novembro 28, 2025 AT 08:09

    Eu só quero que ele esteja bem. Se ele voltar, ótimo. Se não voltar, também tá tudo bem. Ele já fez história. Não precisa de mais uma Copa pra ser lembrado. Só que a gente, como torcedor, ainda não aprendeu a deixar ir.

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    Luana da Silva

    novembro 29, 2025 AT 02:48

    Regularity = minutes played. Ancelotti’s KPI. Neymar’s ROI is negative. Move on.

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    Pedro Vinicius

    novembro 30, 2025 AT 12:27

    Tem gente que acha que o Neymar é a Seleção. Mas a Seleção é o Brasil. Ele é só um jogador. E se o corpo dele não aguenta, não adianta chamar ele só pra encher o peito. O que a gente quer mesmo é um alívio emocional, não um time vencedor.

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    Raissa Souza

    dezembro 1, 2025 AT 02:13

    É curioso como o futebol brasileiro ainda vive no século passado. O mundo já entendeu que o desempenho individual é secundário ao sistema. Neymar é um artista, não um soldado. E soldados não são convocados por emoção, mas por eficiência. A Seleção precisa de eficiência. Não de nostalgia.

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    TATIANE FOLCHINI

    dezembro 2, 2025 AT 07:12

    Você sabe o que é mais triste? Que o Neymar ainda tá tentando. Ele treina, se esforça, volta mesmo quando tá com medo. E a gente só tá aqui, julgando. Será que algum dia a gente vai parar de exigir perfeição de quem já deu tudo? Será que um dia a gente vai entender que amar um jogador não é exigir que ele seja eterno?

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