Atlético-MG pede liberação de Alonso e Franco para clássico com Cruzeiro
mai, 29 2026
O Atlético-MG entrou em ação diplomática. Em 9 de outubro de 2025, o clube mineiro enviou ofícios formais à Associação Paraguaia de Futebol e à Federação Equatoriana de Futebol. O objetivo? Garantir a presença do zagueiro Junior Alonso e do volante Alan Franco no clássico contra o Cruzeiro.
O jogo acontece na próxima quarta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), na Arena MRV, válido pelo Campeonato Brasileiro. A situação é delicada: os jogadores estão convocados para suas seleções durante a Data Fifa de amistosos de outubro. Se eles jogarem o segundo amistoso programado para o dia 14, não haverá tempo físico ou logístico para retornar ao Brasil e se preparar para o confronto decisivo.
A logística apertada da janela internacional
Aqui está o problema central. As seleções do Paraguai e do Equador têm dois jogos agendados nesta janela. O primeiro ocorre antes do dia 14. O segundo, porém, colide diretamente com o calendário do futebol brasileiro.
No dia 14 de outubro, o Equador enfrenta o México em Guadalajara, no México. No mesmo dia, o Paraguai joga contra a Coreia do Sul em Seul, na Coreia do Sul. São destinos extremos geograficamente. Para o Atlético-MG, a participação de seus atletas nesses segundos jogos inviabiliza o retorno em tempo hábil.
O clube argumenta que, caso Alonso e Franco disputem esses confrontos internacionais, a viagem de volta, somada à necessidade de recuperação física e adaptação ao fuso horário, tornaria impossível que eles estivessem aptos para o clássico contra o Cruzeiro. Não se trata apenas de chegar; é sobre estar pronto para jogar.
Pedidos específicos e justificativas técnicas
A solicitação do Galo é precisa. O time pede que Junior Alonso seja liberado após o primeiro amistoso do Paraguai e que Alan Franco faça o mesmo com o Equador. Eles devem ser poupados dos jogos do dia 14.
Essa manobra visa conciliar o dever nacional dos atletas com as necessidades esportivas do clube. O clássico contra o Cruzeiro não é um jogo qualquer; é um confronto histórico, carregado de peso emocional e importância direta na tabela do Brasileirão. A ausência de peças fundamentais como Alonso e Franco poderia comprometer seriamente as chances do Atlético-MG.
Quem lidera a negociação?
Por trás dessa iniciativa está Paulo Bracks, diretor de futebol do Atlético-MG. Foi ele quem assinou e remeteu os documentos oficiais às federações envolvidas.
Bracks, conhecido por sua postura firme e estratégica na gestão esportiva, entende que a comunicação institucional é vital nestes momentos. Ao enviar os ofícios, o departamento de futebol do Galo deixou claro que respeita as convocações, mas prioriza a integridade física e a disponibilidade dos jogadores para os compromissos do clube.
A mensagem é clara: "caso participem do segundo amistoso, não terão tempo hábil para disputar o clássico". Essa frase resume toda a urgência da situação.
O contexto do Clássico Mineiro
O duelo entre Atlético-MG e Cruzeiro sempre gera expectativa enorme. Jogar na Arena MRV, com o apoio da torcida rubro-negra, adiciona uma camada extra de pressão e motivação. Ter Alonso e Franco disponíveis significa contar com experiência e qualidade técnica em posições-chave.
Junior Alonso, zagueiro paraguaio, traz solidez defensiva. Alan Franco, volante equatoriano, oferece controle e distribuição no meio-campo. Ambos são peças importantes no esquema tático atual do time.
A decisão final, no entanto, cabe às federações nacionais. É comum que clubes negociem essas liberações antecipadas, especialmente quando há riscos logísticos evidentes. A FIFA permite, em certos casos, a dispensa de jogadores das seleções se houver justificativa válida, embora isso dependa da boa vontade das entidades locais.
O que esperar agora?
Agora, a bola está com a Associação Paraguaia de Futebol e a Federação Equatoriana de Futebol. Elas precisam analisar os pedidos e decidir se liberam os jogadores após o primeiro amistoso.
Se o pedido for aceito, Alonso e Franco voarão de volta ao Brasil imediatamente após seus respectivos primeiros jogos. Isso lhes dará cerca de três dias para se recuperar e treinar antes do clássico.
Se recusado, o Atlético-MG precisará ajustar seu elenco, possivelmente promovendo reservas ou alterando sua formação tática para lidar com a ausência desses dois titulares. Uma situação de risco calculado, típica das complexidades do futebol moderno.
Frequently Asked Questions
Por que o Atlético-MG pediu a liberação antecipada de Alonso e Franco?
O clube solicitou a liberação porque os jogadores têm um segundo amistoso marcado para o dia 14 de outubro, em países distantes (México e Coreia do Sul). Participar desses jogos impediria que eles retornassem ao Brasil em tempo hábil para se recuperarem fisicamente e se prepararem para o clássico contra o Cruzeiro, agendado para a quarta-feira seguinte.
Quem são os jogadores envolvidos e quais seleções representam?
Os jogadores são Junior Alonso, zagueiro do Atlético-MG que representa a seleção do Paraguai, e Alan Franco, volante do clube que atua pela seleção do Equador. Ambos foram convocados para a Data Fifa de amistosos de outubro de 2025.
Qual é o papel de Paulo Bracks nessa situação?
Paulo Bracks, diretor de futebol do Atlético-MG, foi o responsável por assinar e enviar os ofícios formais às federações paraguaia e equatoriana. Ele lidera a estratégia de negociação para garantir a presença dos atletas no clássico, equilibrando os interesses do clube com as obrigações internacionais dos jogadores.
Quando e onde será o clássico contra o Cruzeiro?
O clássico Atlético-MG x Cruzeiro acontecerá na próxima quarta-feira após a data de envio dos ofícios (provavelmente 15 de outubro, considerando o contexto), às 21h30 (horário de Brasília), no estádio Arena MRV, em Belo Horizonte, válido pelo Campeonato Brasileiro.
A FIFA permite a liberação antecipada de jogadores das seleções?
Sim, em certas circunstâncias. Embora os jogadores estejam sob obrigação de cumprir os compromissos da seleção durante a Data Fifa, as federações nacionais podem liberá-los antecipadamente, especialmente se houver riscos logísticos significativos ou questões de saúde. A decisão final depende da aprovação das respectivas associações de futebol.